Já havia amanhecido quando percebi que havia passado a noite em claro, (mais uma vez).
Ouvia alguns pássaros, o dia havia sorrido para mim, mas o meu rosto não movia nem sequer um músculo para mostrar qualquer expressão de riso! A preocupação ocupava uma boa parte da minha mente e o restante só pensava nela, minha linda mãe, já era o seu décimo dia no hospital, sem sinais de melhora, o médico não nos esperançava mais, eu não tive coragem de vê-la, nem sequer um dia naquele lugar. “Pra quê guardar esse tipo de recordações?” eu pensava, “Logo ela estará bem, e iremos apenas reclamar um pouco sobre a falta de tempero do cardápio servido”. Mas também, como poderia eu tão nova, aos plenos 10 anos de infância vivida, imaginar que tudo que havia de mais lindo e maravilhoso no mundo deixaria de existir, como o vapor da água que sobe aos céus, de repente me vi ali, ao lado de uma caixa, que carregava o mais lindo dos anjos, a minha mãe, que sempre fez com que, dia após dia, eu soubesse o tamanho de seu amor por mim. Hoje, rumo sem caminho pela estrada da vida, por mais feliz que meu amado companheiro faça eu me sentir, jamais eu poderei vê-la novamente, tocar seu rosto de pele macia, ou seus cabelos de lindos cachos cor de café acabado moer, e desafio a quem puder me responder: Por quê? Por que comigo? Por que com ela?
Ouvia alguns pássaros, o dia havia sorrido para mim, mas o meu rosto não movia nem sequer um músculo para mostrar qualquer expressão de riso! A preocupação ocupava uma boa parte da minha mente e o restante só pensava nela, minha linda mãe, já era o seu décimo dia no hospital, sem sinais de melhora, o médico não nos esperançava mais, eu não tive coragem de vê-la, nem sequer um dia naquele lugar. “Pra quê guardar esse tipo de recordações?” eu pensava, “Logo ela estará bem, e iremos apenas reclamar um pouco sobre a falta de tempero do cardápio servido”. Mas também, como poderia eu tão nova, aos plenos 10 anos de infância vivida, imaginar que tudo que havia de mais lindo e maravilhoso no mundo deixaria de existir, como o vapor da água que sobe aos céus, de repente me vi ali, ao lado de uma caixa, que carregava o mais lindo dos anjos, a minha mãe, que sempre fez com que, dia após dia, eu soubesse o tamanho de seu amor por mim. Hoje, rumo sem caminho pela estrada da vida, por mais feliz que meu amado companheiro faça eu me sentir, jamais eu poderei vê-la novamente, tocar seu rosto de pele macia, ou seus cabelos de lindos cachos cor de café acabado moer, e desafio a quem puder me responder: Por quê? Por que comigo? Por que com ela?
O que podemos ter feitos de tão mal, para nos separarem assim, tão cedo, eu ainda nem tinha realizado nada, não tinha dado o tão importante “primeiro beijo”, não tinha ficado “mocinha”, nada, absolutamente nada. E mesmo assim, a Sra. Morte não se importou com nada disso, fez o seu trabalho sem esquecer os detalhes, fez questão de arrancar um pedaço de mim junto a ela, sem pedir permissão a ninguém, sem avisar a ninguém, levou o que havia de mais importante na minha vida, e se hoje, após quase 10 anos, vocês acham que esse sentimento passou, quão enganados vocês estão, até mesmo no ar que eu respiro, lá está ela, dando-me forças para continuar aqui, me ajudando a ser feliz, porque hoje eu sei que não estou sem ela, ela só não está aqui!
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