segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Traição

O cotidiano nos faz pensar nas mais intensas loucuras que o nosso subconsciente adoraria cometer!
Você está num relacionamento estável e feliz com a pessoa amada, mas vem aquele homem, que você não via há anos, hoje bem sucedido, sem filhos, sem mulher, vocês se esbarram e ele faz o mais doce dos elogios já ouvido por você, repara nas novas mechas de suas madeixas e nas unhas tão bem decoradas, coisa que marido não repara e você se sente mais bonita, a auto-estima se eleva, o que há contigo mulher? Seu casamento é sólido, os planos de futuro estão indo bem, mas você não está satisfeita não é mesmo?
Pensa naquele homem dia e noite, como se fosse adolescente outra vez,
o corpo se arrepia, a mente não pára. Ele te liga com mais freqüência, vocês trocam torpedos enquanto seu marido está no banho e também após ele dormir, o desejo só está a aumentar... E você acaba se rendendo á aquele homem tão bem sucedido, acreditando que ele esteja perdidamente apaixonado por você, vocês estão num lindo hotel, onde você não acredita estarem, dois celulares desligados, compromissos desmarcados, corpos entrelaçados.
Você volta pra casa com a consciência pesada, mas com o desejo saciado, seu marido nota que está pensativa, e você insiste em dizer que nada ocorreu, além da rotina diária, o amante manda um torpedo no mesmo horário de sempre, sem saber que nesse dia seu marido havia lhe feito uma surpresa, um lindo jantar, era o seu sétimo aniversário de bodas, como você pode esquecer?
Enquanto você se preparava no banho, seu marido lê o torpedo pelo amante enviado: “Você foi magnífica hoje, não vejo a hora de ter seu corpo outra vez, beijos.” Seu marido se enche de ódio, entra no banheiro te pede explicações, você gagueja muito, o que te entrega facilmente, ele não te quer mais, ao saber da notícia o amante não te consola e diz que você sabia o que estava fazendo, sendo assim, ele some!
E você? O que lhe restou? Arrependimento? Saudade? Pesar?
Eu lhe digo o que restou...
Restou uma mulher triste e sozinha, com nojo de si mesma e com um coração que ficará amargo por algum tempo.
Essa é a recompensa da traição!

Mudanças

A vida muda num piscar de olhos ou num simples olhar
Tudo está girando dentro de mim agora
O tempo faz com que meu coração fique menor
E a ansiedade aumenta a cada hora!

O que será que nos aguarda?
Mais pessoas sem caráter?
Por favor, Não!
Estou ansiosa para conhecer...

Ansiosa para ver os rostos e expressões,
Ansiosa para ver o que estará ao nosso redor,
Penso que será ótimo, novos ares e direções...
Até porque depois “daqui”, nada pode ser pior!

Quero chegar e desfazer as malas,
Ver que nelas estão novas esperanças,
Novos caminhos, novas também são as perspectivas...
E aquele doce sorriso de criança!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Já havia amanhecido quando percebi que havia passado a noite em claro, (mais uma vez).
Ouvia alguns pássaros, o dia havia sorrido para mim, mas o meu rosto não movia nem sequer um músculo para mostrar qualquer expressão de riso! A preocupação ocupava uma boa parte da minha mente e o restante só pensava nela, minha linda mãe, já era o seu décimo dia no hospital, sem sinais  de melhora, o médico não nos esperançava mais, eu não tive coragem de vê-la, nem sequer um dia naquele lugar. “Pra quê guardar esse tipo de recordações?” eu pensava, “Logo ela estará bem, e iremos apenas reclamar um pouco sobre a falta de tempero do cardápio servido”. Mas também, como poderia eu tão nova, aos plenos 10 anos de infância vivida, imaginar que tudo que havia de mais lindo e maravilhoso no mundo deixaria de existir, como o vapor da água que sobe aos céus, de repente me vi ali, ao lado de uma caixa, que carregava o mais lindo dos anjos, a minha mãe, que sempre fez com que, dia após dia, eu soubesse o tamanho de seu amor por mim. Hoje, rumo sem caminho pela estrada da vida, por mais feliz que meu amado companheiro faça eu me sentir, jamais eu poderei vê-la novamente, tocar seu rosto de pele macia, ou seus cabelos de lindos cachos cor de café acabado moer, e desafio a quem puder me responder: Por quê? Por que comigo? Por que com ela?
O que podemos ter feitos de tão mal, para nos separarem assim, tão cedo, eu ainda nem tinha realizado nada, não tinha dado o tão importante “primeiro beijo”, não tinha ficado “mocinha”, nada, absolutamente nada. E mesmo assim, a Sra. Morte não se importou com nada disso, fez o seu trabalho sem esquecer os detalhes, fez questão de arrancar um pedaço de mim junto a ela, sem pedir permissão a ninguém, sem avisar a ninguém, levou o que havia de mais importante na minha vida, e se hoje, após quase 10 anos, vocês acham que esse sentimento passou, quão enganados vocês estão, até mesmo no ar que eu respiro, lá está ela, dando-me forças para continuar aqui, me ajudando a ser feliz, porque hoje eu sei que não estou sem ela, ela só não está aqui!