Quando a fatal curiosidade de Eva fez-lhes perder o paraíso, cessou com essa degradação, a vantagem de uma temperatura igual e agradável. Nasceu o calor e o inverno; vieram as neves, tufões, as secas, todo o cortejo de males, distribuídos pelos doze meses do ano.
Não posso dizer positivamente em que ano nasceu a crônica; mas há a possibilidade de crer que foi coetânea das primeiras duas vizinhas. Essas vizinhas, entre o jantar e a ceia, sentaram-se à porta, para debicar os sucessos do dia. Provavelmente começaram a lastimar-se do calor. Uma dizia que não pudera comer ao jantar, outra que tinha as roupas mais ensopadas do que as ervas que comera. Passar das ervas às plantações do morador fronteiro, e logo às tropeiras amatórias do dito morador, e ao resto, era a coisa mas fácil, natural e possível do mundo. Eis a origem da crônica. Que me fez pensar na verdade mais incontestável que achei debaixo do sol, é que ninguém se deve queixar porque cada pessoa é sempre mais feliz do que a outra, afinal, a grama do vizinho não é mais verde, são seus olhos que a veem assim.
segunda-feira, 14 de março de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Traição
O cotidiano nos faz pensar nas mais intensas loucuras que o nosso subconsciente adoraria cometer!
Você está num relacionamento estável e feliz com a pessoa amada, mas vem aquele homem, que você não via há anos, hoje bem sucedido, sem filhos, sem mulher, vocês se esbarram e ele faz o mais doce dos elogios já ouvido por você, repara nas novas mechas de suas madeixas e nas unhas tão bem decoradas, coisa que marido não repara e você se sente mais bonita, a auto-estima se eleva, o que há contigo mulher? Seu casamento é sólido, os planos de futuro estão indo bem, mas você não está satisfeita não é mesmo?
Pensa naquele homem dia e noite, como se fosse adolescente outra vez,
o corpo se arrepia, a mente não pára. Ele te liga com mais freqüência, vocês trocam torpedos enquanto seu marido está no banho e também após ele dormir, o desejo só está a aumentar... E você acaba se rendendo á aquele homem tão bem sucedido, acreditando que ele esteja perdidamente apaixonado por você, vocês estão num lindo hotel, onde você não acredita estarem, dois celulares desligados, compromissos desmarcados, corpos entrelaçados.
Você volta pra casa com a consciência pesada, mas com o desejo saciado, seu marido nota que está pensativa, e você insiste em dizer que nada ocorreu, além da rotina diária, o amante manda um torpedo no mesmo horário de sempre, sem saber que nesse dia seu marido havia lhe feito uma surpresa, um lindo jantar, era o seu sétimo aniversário de bodas, como você pode esquecer?
Enquanto você se preparava no banho, seu marido lê o torpedo pelo amante enviado: “Você foi magnífica hoje, não vejo a hora de ter seu corpo outra vez, beijos.” Seu marido se enche de ódio, entra no banheiro te pede explicações, você gagueja muito, o que te entrega facilmente, ele não te quer mais, ao saber da notícia o amante não te consola e diz que você sabia o que estava fazendo, sendo assim, ele some!
E você? O que lhe restou? Arrependimento? Saudade? Pesar?
Eu lhe digo o que restou...
Restou uma mulher triste e sozinha, com nojo de si mesma e com um coração que ficará amargo por algum tempo.
Essa é a recompensa da traição!
Você está num relacionamento estável e feliz com a pessoa amada, mas vem aquele homem, que você não via há anos, hoje bem sucedido, sem filhos, sem mulher, vocês se esbarram e ele faz o mais doce dos elogios já ouvido por você, repara nas novas mechas de suas madeixas e nas unhas tão bem decoradas, coisa que marido não repara e você se sente mais bonita, a auto-estima se eleva, o que há contigo mulher? Seu casamento é sólido, os planos de futuro estão indo bem, mas você não está satisfeita não é mesmo?
Pensa naquele homem dia e noite, como se fosse adolescente outra vez,
o corpo se arrepia, a mente não pára. Ele te liga com mais freqüência, vocês trocam torpedos enquanto seu marido está no banho e também após ele dormir, o desejo só está a aumentar... E você acaba se rendendo á aquele homem tão bem sucedido, acreditando que ele esteja perdidamente apaixonado por você, vocês estão num lindo hotel, onde você não acredita estarem, dois celulares desligados, compromissos desmarcados, corpos entrelaçados.
Você volta pra casa com a consciência pesada, mas com o desejo saciado, seu marido nota que está pensativa, e você insiste em dizer que nada ocorreu, além da rotina diária, o amante manda um torpedo no mesmo horário de sempre, sem saber que nesse dia seu marido havia lhe feito uma surpresa, um lindo jantar, era o seu sétimo aniversário de bodas, como você pode esquecer?
Enquanto você se preparava no banho, seu marido lê o torpedo pelo amante enviado: “Você foi magnífica hoje, não vejo a hora de ter seu corpo outra vez, beijos.” Seu marido se enche de ódio, entra no banheiro te pede explicações, você gagueja muito, o que te entrega facilmente, ele não te quer mais, ao saber da notícia o amante não te consola e diz que você sabia o que estava fazendo, sendo assim, ele some!
E você? O que lhe restou? Arrependimento? Saudade? Pesar?
Eu lhe digo o que restou...
Restou uma mulher triste e sozinha, com nojo de si mesma e com um coração que ficará amargo por algum tempo.
Essa é a recompensa da traição!
Mudanças
A vida muda num piscar de olhos ou num simples olhar
Tudo está girando dentro de mim agora
O tempo faz com que meu coração fique menor
E a ansiedade aumenta a cada hora!
O que será que nos aguarda?
Mais pessoas sem caráter?
Por favor, Não!
Mais pessoas sem caráter?
Por favor, Não!
Estou ansiosa para conhecer...
Ansiosa para ver os rostos e expressões,
Ansiosa para ver o que estará ao nosso redor,
Penso que será ótimo, novos ares e direções...
Penso que será ótimo, novos ares e direções...
Até porque depois “daqui”, nada pode ser pior!
Quero chegar e desfazer as malas,
Ver que nelas estão novas esperanças,
Novos caminhos, novas também são as perspectivas...
E aquele doce sorriso de criança!
E aquele doce sorriso de criança!
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Já havia amanhecido quando percebi que havia passado a noite em claro, (mais uma vez).
Ouvia alguns pássaros, o dia havia sorrido para mim, mas o meu rosto não movia nem sequer um músculo para mostrar qualquer expressão de riso! A preocupação ocupava uma boa parte da minha mente e o restante só pensava nela, minha linda mãe, já era o seu décimo dia no hospital, sem sinais de melhora, o médico não nos esperançava mais, eu não tive coragem de vê-la, nem sequer um dia naquele lugar. “Pra quê guardar esse tipo de recordações?” eu pensava, “Logo ela estará bem, e iremos apenas reclamar um pouco sobre a falta de tempero do cardápio servido”. Mas também, como poderia eu tão nova, aos plenos 10 anos de infância vivida, imaginar que tudo que havia de mais lindo e maravilhoso no mundo deixaria de existir, como o vapor da água que sobe aos céus, de repente me vi ali, ao lado de uma caixa, que carregava o mais lindo dos anjos, a minha mãe, que sempre fez com que, dia após dia, eu soubesse o tamanho de seu amor por mim. Hoje, rumo sem caminho pela estrada da vida, por mais feliz que meu amado companheiro faça eu me sentir, jamais eu poderei vê-la novamente, tocar seu rosto de pele macia, ou seus cabelos de lindos cachos cor de café acabado moer, e desafio a quem puder me responder: Por quê? Por que comigo? Por que com ela?
Ouvia alguns pássaros, o dia havia sorrido para mim, mas o meu rosto não movia nem sequer um músculo para mostrar qualquer expressão de riso! A preocupação ocupava uma boa parte da minha mente e o restante só pensava nela, minha linda mãe, já era o seu décimo dia no hospital, sem sinais de melhora, o médico não nos esperançava mais, eu não tive coragem de vê-la, nem sequer um dia naquele lugar. “Pra quê guardar esse tipo de recordações?” eu pensava, “Logo ela estará bem, e iremos apenas reclamar um pouco sobre a falta de tempero do cardápio servido”. Mas também, como poderia eu tão nova, aos plenos 10 anos de infância vivida, imaginar que tudo que havia de mais lindo e maravilhoso no mundo deixaria de existir, como o vapor da água que sobe aos céus, de repente me vi ali, ao lado de uma caixa, que carregava o mais lindo dos anjos, a minha mãe, que sempre fez com que, dia após dia, eu soubesse o tamanho de seu amor por mim. Hoje, rumo sem caminho pela estrada da vida, por mais feliz que meu amado companheiro faça eu me sentir, jamais eu poderei vê-la novamente, tocar seu rosto de pele macia, ou seus cabelos de lindos cachos cor de café acabado moer, e desafio a quem puder me responder: Por quê? Por que comigo? Por que com ela?
O que podemos ter feitos de tão mal, para nos separarem assim, tão cedo, eu ainda nem tinha realizado nada, não tinha dado o tão importante “primeiro beijo”, não tinha ficado “mocinha”, nada, absolutamente nada. E mesmo assim, a Sra. Morte não se importou com nada disso, fez o seu trabalho sem esquecer os detalhes, fez questão de arrancar um pedaço de mim junto a ela, sem pedir permissão a ninguém, sem avisar a ninguém, levou o que havia de mais importante na minha vida, e se hoje, após quase 10 anos, vocês acham que esse sentimento passou, quão enganados vocês estão, até mesmo no ar que eu respiro, lá está ela, dando-me forças para continuar aqui, me ajudando a ser feliz, porque hoje eu sei que não estou sem ela, ela só não está aqui!
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Boas Críticas, Péssimas Acões!
Porque as pessoas perderam tanto o hábito de usar a compreensão? Porque elas preferem resolver seus problemas aplicando a sua própria superioridade? Porque elas guerreiam tanto para mostrar quem tem mais poder sobre o outro?
A desigualdade a cada dia grita mais alto entre essas pessoas que parecem não perceber a discórdia que promovem entre si, construindo dia após dia um futuro totalmente revoltante para as próximas gerações, que como se já não bastasse o fato de que irão viver no mundo que o homem está destruindo impiedosamente, terão de conviver também com a falta de compreensão e sensibilidade, que são qualidades que lamentavelmente vêm sumindo do vocabulário dos atuais seres humanos, realmente é lastimável pensar nesse futuro tão próximo e já tão real que chega a ser palpável.
Porém, o que podemos fazer em relação a esse fato que a cada dia passa a ser mais ignorado aos olhos de quem o promove, se os próprios causadores desse mal não se importam em consertá-los, como podemos ajudar? Pois é exatamente aí que encontramos o problema, perceba que todo o comentário foi feito na terceira pessoa, “eles, elas, as pessoas”, nunca “nos” culpando, ou seja, sempre ignorando que a falta de sentimentos verdadeiros, e acima de tudo a falta de educação, vem de nós mesmos, nós que quase nunca admitimos quando somos mal educados, ou então admitimos, mas já nos defendemos com uma típica desculpa “mas foi ele que começou a me afrontar”, sempre achando que o problema está na falta de educação ou compreensão do outro, sem aceitar o fato de que nós assim como todo o restante do mundo normalmente erramos, só precisamos aprender com nossos erros, para melhorarmos o ambiente a nossa volta e deixar agradáveis lembranças as gerações que ainda estão por vir. Sendo assim, que tal pensarmos e ponderarmos mais as nossas ações e principalmente as palavras que saem de nossas bocas? Talvez não consigamos mudar o mundo, mas não dizem que tudo depende da primeira ação para que o outro também se sinta capaz? Concluindo, é só agir conscientemente, para a mudança global, enfim, acontecer!
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
A casa da vida por Walcir Carrasco
Gosto de tratar da vida. Dou a roupa que não uso mais. Livros que não pretendo reler. Envio caixas para bibliotecas, ou abandono um volume em um shopping ou café, com uma mensagem: “Leia e passe para frente!”. Tento avaliar meus atos através de uma perspectiva maior. Penso na história dos Três Porquinhos. Cada um construiu sua casa. Duas o Lobo derrubou facilmente. Mas a terceira resistiu porque era sólida. Em minha opinião, contos infantis possuem grande sabedoria, além da história propriamente dita. Gosto desse especialmente.
Imagino que a vida de cada um seja semelhante a uma casa. Frágil ou sólida depende de como é construída. Muita gente se aproxima de mim e diz: “Eu tenho um sonho e quero torná-lo realidade!” Estremeço. Freqüentemente, o sonho é bonito, tanto como uma casa bem pintada. Mas sem alicerces. As paredes racham, a casa cai repentinamente, e a pessoa fica só com entulho. Lamenta-se. Na minha área profissional, isso é muito comum. Diariamente sou procurado por alguém que sonha em ser ator ou atriz sem nunca ter estudado ou feito teatro. Como é possível jogar todas as fichas em uma profissão nem se conhece? Há quem largue tudo por uma paixão. Um amigo abandonou mulher e filho recém-nascido. A nova paixão durou até a noite na qual, no apartamento do 10º andar, a moça afirmou que podia voar.
- Deixa de brincadeira – ele respondeu.
- Eu sei voar, sim! – rebateu ela.
Abriu os braços, pronta para saltar da janela. Ele a segurou. Gritou por socorro. Quase despencaram. Foi viver sozinho com um gato, lembrando-se dos bons tempos da vida doméstica, do filho, da harmonia perdida!
Algumas pessoas se preocupam só com os alicerces. Dedicam-se à vida material. Quando venta, não têm paredes para se proteger. Outras não colocam portas. Qualquer um entra na vida delas. Tenho um amigo que não sabe dizer não (a palavra não é tão mágica quanto uma porta blindada). Empresta seu dinheiro e nunca recebe. Namora mulheres problemáticas. Vive cercado de pessoas que sugam suas energias como autênticos vampiros emocionais. Outro dia lhe perguntei:
- Por que deixa tanta gente ruim se aproximar de você?
Garante que no próximo ano será diferente. Nada mudará enquanto não consertar a casa de sua vida.
São comuns as pessoas que não pensam no telhado. Vivem como se os dias de tempestade jamais chegassem. Quando chove, a casa delas de alaga. Ao contrário das que só cuidam dos alicerces, não se preocupam com o dia de amanhã. Certa vez uma amiga conseguiu vender um terreno valioso recebido em herança. Comentei : ”Agora você pode comprar um apartamento para morar.
Preferiu alugar uma mansão. Mobiliou. Durante meses morou como uma rainha. Quase um ano depois, já não tinha um bife para botar na mesa!
Aproveito as festas de fim de ano para examinar a casa que construí. Alguma parede rachou porque tomei alguma atitude contra meus princípios? Deixei alguma telha quebrada? Há um assunto pendente me incomodando como uma goteira? Minha porta tem uma chave para ser bem fechada quando preciso, mas também para ser aberta quando vierem as pessoas que amo? É um bom momento para decidir o que consertar. Para mudar alguma coisa e tornar a casa mais agradável.
Sou envolvido por um sentimento muito especial. Ao longo dos anos, cada pessoa constrói sua casa. O bom é que sempre se pode reformar, arrumar, decorar! E na eterna oportunidade de recomeçar reside a grande beleza de ser o arquiteto da própria vida!
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Ah, O verão!!
Verão também é sinônimo de pouca roupa e muito chifre, pouca cintura e muita gordura, pouco trabalho e muita micose. Verão é picolé de Kisuco no palito reciclado, é milho cozido na água da
torneira, é coco verde aberto pra comer a gosminha branca.
torneira, é coco verde aberto pra comer a gosminha branca.
Verão é prisão de ventre de uma semana e pé inchado que não entra no tênis. Mas o principal ponto do verão é... A praia!
Ah, como é bela a praia. Os cachorros fazem cocô e as crianças pegam pra fazer coleção.
Os casais jogam frescobol e acertam a bolinha na cabeça das véias.
Os jovens de Jet ski atropelam os surfistas, que por sua vez, miram a
prancha pra abrir a cabeça dos banhistas.O melhor programa pra quem vai à praia é chegar bem cedo, antes do
sorveteiro, quando o sol ainda está fraco e as famílias estão chegando.
Muito bonito ver aquelas pessoas carregando vinte cadeiras, três
geladeiras de isopor, cinco guarda-sóis, raquete, frango, farofa,
toalha, bola, balde, chapéu e prancha, acreditando que estão de férias. Em menos de cinqüenta minutos, todos já estão instalados, besuntados e
prontos pra enterrar a avó na areia. E as crianças? Ah, que gracinhas!
Os bebês chorando de desidratação, as crianças pequenas se socando por uma conchinha do mar, os adolescentes ouvindo walkman enquanto dormem.As mulheres também têm muita diversão na praia, como buscar o filho
afogado e caminhar vinte quilômetros pra encontrar o outro pé do
chinelo. Já os homens ficam com as tarefas mais chatas, como perfurar o poço pra fincar o cabo do guarda-sol. É mais fácil achar petróleo do que conseguir fazer o guarda-sol ficarem pé. Mas tudo isso não conta, diante da alegria, da felicidade, da maravilha
que é entrar no mar! Aquela água tão cristalina, que dá pra ver os cardumes de latinha de cerveja no fundo. Aquela sensação de boiar na salmoura como um pepinoem conserva. Depois de um belo banho de mar, com o rego cheio de sal e a periquita cheia de areia, vem aquela vontade de fritar na chapa. A gente abre a esteira velha, com o cheiro de velório de bode, bota o chapéu, os óculos escuros e puxa um ronco bacaninha. Isso é paz, isso é amor, isso é o absurdo do calor!!! Mas, claro, tudo tem seu lado bom. E à noite o sol vai embora. Todo mundo volta pra casa tostado e vermelho como mortadela, toma banho e deixa o sabonete cheio de areia pro próximo. O Xampu acaba e a gente acaba lavando a cabeça com qualquer coisa, desde creme de barbear até desinfetante de privada.
As toalhas, com aquele cheirinho de mofo que só a casa da praia oferece. Aí, uma bela macarronada pra entupir o bucho e uma dormidinha na rede pra adquirir um bom torcicolo e ralar as costas queimadas. O dia termina com uma boa rodada de tranca e uma brigaem família. Todo mundo vai dormir bêbado e emburrado, babando na fronha e torcendo, pra que na manhã seguinte, faça aquele sol e todo mundo possa se encontrar no mesmo inferno tropical.
Ah, como é bela a praia. Os cachorros fazem cocô e as crianças pegam pra fazer coleção.
Os casais jogam frescobol e acertam a bolinha na cabeça das véias.
Os jovens de Jet ski atropelam os surfistas, que por sua vez, miram a
prancha pra abrir a cabeça dos banhistas.O melhor programa pra quem vai à praia é chegar bem cedo, antes do
sorveteiro, quando o sol ainda está fraco e as famílias estão chegando.
Muito bonito ver aquelas pessoas carregando vinte cadeiras, três
geladeiras de isopor, cinco guarda-sóis, raquete, frango, farofa,
toalha, bola, balde, chapéu e prancha, acreditando que estão de férias. Em menos de cinqüenta minutos, todos já estão instalados, besuntados e
prontos pra enterrar a avó na areia. E as crianças? Ah, que gracinhas!
Os bebês chorando de desidratação, as crianças pequenas se socando por uma conchinha do mar, os adolescentes ouvindo walkman enquanto dormem.As mulheres também têm muita diversão na praia, como buscar o filho
afogado e caminhar vinte quilômetros pra encontrar o outro pé do
chinelo. Já os homens ficam com as tarefas mais chatas, como perfurar o poço pra fincar o cabo do guarda-sol. É mais fácil achar petróleo do que conseguir fazer o guarda-sol ficar
que é entrar no mar! Aquela água tão cristalina, que dá pra ver os cardumes de latinha de cerveja no fundo. Aquela sensação de boiar na salmoura como um pepino
As toalhas, com aquele cheirinho de mofo que só a casa da praia oferece. Aí, uma bela macarronada pra entupir o bucho e uma dormidinha na rede pra adquirir um bom torcicolo e ralar as costas queimadas. O dia termina com uma boa rodada de tranca e uma briga
Qualquer semelhança com a vida real, é mera coincidência!
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Minha Mãe, que falta me faz!
Hoje estava me lembrando de quando você me punha na cama
E de como isso me fascinava,
Ainda sinto que me ama...
Mas eu mais precisei, onde você estava?
Eu te procurei nas ruas e nas pessoas
Mas não consegui te encontrar
Já não entendia a importância das coisas...
Muito menos a importância de amar!
Muito menos a importância de amar!
Você se foi e junto consigo levou parte de mim.
Aquela ternura já não me acompanhava
os sonhos se perderam num abismo sem fim,
os sonhos se perderam num abismo sem fim,
Eu ainda me perguntava... Onde você estava?
Como pode me deixar assim? Sem ao menos uma ultima palavra...
Fiquei sem rumo, sem chão, sem motivos para seguir!
Perdi a alegria que habitava em mim,
Perdi totalmente a verdadeira razão para sorrir!
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Sua Lembrança
Quando o sol se põe e a lua não vem,
A tristeza invade meu peito
O que resta em minha mente é a sua lembrança...
Quem me dera se só isso me deixasse satisfeito!
Lembro-me dos nossos lindos momentos
E de como era doce estar contigo
Hoje tenho que me dar por satisfeito
Mesmo não tendo você aqui comigo!
Os dias passam como se fossem anos
As horas demoram dias
Já não me sinto capaz de viver
Em toda essa monotonia!
A rotina me faz escravo da solidão
O medo de ser infeliz já não me assusta
A infelicidade já está em mim
E a sua lembrança é o que me perturba!
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Sem Aviso Prévio
A morte, por si só, é uma piada pronta.
Morrer é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada,
está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem,
precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no
carro e no meio da tarde morre. Como assim?
E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia:
MORRER!!!
A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio
estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve
lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física,
quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para
estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer
da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora
de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway,
numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.
Qual é?
Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém,
sem ter dançado com a garota mais linda,
sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.
Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e
penduradas também algumas contas.
Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas,
a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.
Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce,
caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina,
começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.
Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte
costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã.
Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o
sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não
acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase
nada guardado nas gavetas.
Ok, hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo? Morrer cedo é uma transgressão,
desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.
Morrer é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada,
está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem,
precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no
carro e no meio da tarde morre. Como assim?
E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia:
MORRER!!!
A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio
estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve
lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física,
quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para
estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer
da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora
de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway,
numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.
Qual é?
Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém,
sem ter dançado com a garota mais linda,
sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.
Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e
penduradas também algumas contas.
Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas,
a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.
Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce,
caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina,
começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.
Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte
costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã.
Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o
sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não
acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase
nada guardado nas gavetas.
Ok, hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo? Morrer cedo é uma transgressão,
desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Ah, o amor!
Hoje gostaria que vocês conhececem o meu amor, é este que está ai acima!
E aproveitando a oportunidade, vou falar um pouco sobre esse sentimento tão confuso e lindo:O amor!
E aproveitando a oportunidade, vou falar um pouco sobre esse sentimento tão confuso e lindo:O amor!
E o que é o amor?
Acordar todos os dias ao lado da mesma pessoa?
Ou esperar por manhã diferentes?
É sonhar com fatos reais ou fazer dos fatos os mais lindo sonhos?
O que é o amor?
Eu me questiono todos os dias ao me olhar no espelho...
Quão intenso e surpreendente pode ser o amor?
E como ele pode mudar de uma pessoa para outra...
Eu me questiono todos os dias ao me olhar no espelho...
Quão intenso e surpreendente pode ser o amor?
E como ele pode mudar de uma pessoa para outra...
Amar o companheiro é amar a vida que passou a ser vivida a dois!
O que seria de nós se não houvesse o amor...
Quão vazia há de ser a vida de quem não ama, e também não se sente amado...
Quão vazia há de ser a vida de quem não ama, e também não se sente amado...
Graças aos céus tenho junto a mim alguém que me faz amar e sentir-me amada!
Até porque já dizia alguém que conheci:
Até porque já dizia alguém que conheci:
Nada é pequeno no amor, aquele que espera por grandes ocasiões para demonstrar ternura não sabe amar!
Thais de Souza
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Bem Vindos
Gostaria de iniciar o meu blog com um texto que escrevi há uns dias,
Que foi por mim temperado com um tanto de revolta, espero que gostem, ou ao menos pensem á respeito, gosto de chamá-lo de "A revolta da Mãe Natureza". Enjoy!
Já era noite quando a chuva caiu,
A lua cheia havia se escondido
E a luz do céu sumiu
O vento soprava sua ira incansavelmente
As árvores estavam revoltadas
A Mãe Natureza lamentava profundamente
Ela sabia que o homem jamais a valorizaria
O esforço das sementes, a sombra das folhas,
E o sabor dos frutos...que valor teria?
A sábia Mãe Natureza então resolveu
"Já não posso masi viver dentre tanta destruição,
Se você não muda, quem se muda sou eu!"
Decidiu sair à francesa, a Mãe Natureza,
"Primeiro levo a sombra boa e o ar puro,
Depois minhas filhas, as águas e suas corrrentezas"
E foi assim, meus amigos, que o mundo virou pó..
O homem maldoso e egoísta...
Por sua vez, acabou só!
Thais de Souza
Que foi por mim temperado com um tanto de revolta, espero que gostem, ou ao menos pensem á respeito, gosto de chamá-lo de "A revolta da Mãe Natureza". Enjoy!
Já era noite quando a chuva caiu,
A lua cheia havia se escondido
E a luz do céu sumiu
O vento soprava sua ira incansavelmente
As árvores estavam revoltadas
A Mãe Natureza lamentava profundamente
Ela sabia que o homem jamais a valorizaria
O esforço das sementes, a sombra das folhas,
E o sabor dos frutos...que valor teria?
A sábia Mãe Natureza então resolveu
"Já não posso masi viver dentre tanta destruição,
Se você não muda, quem se muda sou eu!"
Decidiu sair à francesa, a Mãe Natureza,
"Primeiro levo a sombra boa e o ar puro,
Depois minhas filhas, as águas e suas corrrentezas"
E foi assim, meus amigos, que o mundo virou pó..
O homem maldoso e egoísta...
Por sua vez, acabou só!
Thais de Souza
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